Carine Berteli

“Viver e não ter a vergonha de ser feliz!” Gonzaguinha

  • De São José dos Campos-SP
  • UNESP - FEG
  • Ciclo 2e , Sciences pures et sciences appliquées

Cite uma razão para vir estudar no Canadá, na Université de Montréal OU Quem ou o que inspirou você a se interessar pela UdeM, e por que?

Uma das melhores decisões da minha vida foi realmente embarcar nessa aventura de mudar de país. Acho que é uma experiência única em nossa vida. Temos um amadurecimento e um crescimento pessoal e profissional que são incríveis. Aprendemos a ver o mundo, a realidade e as outras pessoas com outros olhos. Também aprendi à ver o Brasil com um olhar diferente. Estudar na Université de Montréal é um grande presente, pois encontro pessoas de diversas nacionalidades, tenho amigas em todas as partes do mundo, tive excelentes professores e tenho um excelente orientador.

Qual é sua área de pesquisa ou estudo ?

Eu faço mestrado em Física Experimental, na área de matéria condensada. Eu trabalho com espectrocopia ultra-rápida (laser femtosegundo) para estudar a física no nível molecular de materiais orgânicos. Esse tipo de pesquisa proporciona uma compreensão mais profunda de como funciona a interação da matéria com a luz para aumentar a eficiência desses materiais e para que, no futuro, possam ser utilizados como células fotovoltaicas para a produção de energia solar.

Ser estudante na Université de Montréal te permite...

Aprender muito. No meu caso, eu aprendi muita física, pois acabei o meu bacharelado aqui. Gostei tanto que decidi continuar e fazer o meu mestrado. É uma carreira exigente e penso que a Université de Montréal nos prepara muito bem para seguir a carreira acadêmica e para o mercado de trabalho. A minha experiência do mestrado é ainda melhor, pois trabalhamos mais próximos dos professores, em especial do meu orientador, dos meus amigos e colegas do departamento com os quais eu aprendo muitíssimo. Também conheço estudantes de todos os lugares do mundo. Outra coisa que eu adoro na UdeM é o Cepsum (centro esportivo da UdeM). Gosto muito do curso de natação, me inscrevi também em um curso de Pilates. Penso que o esporte é muito importante quando fazemos um trabalho intelectual. E, para acabar, o que é surpreendente mesmo para mim é que aprendi a percussão brasileira, a nossa batucada, com um professor quebequense! Graças à um atelier de música que é organizado pela Universidade. Enfim, ainda tem muitas outras atividades que pela falta de tempo não posso explorar mas, como vocês podem ver, as oportunidades para aprender coisas novas não faltam!!!

O que você descobriu sobre a vida em Montreal e na UdeM, e que gostaria de compartilhar com futuros estudantes brasileiros?

O que me impressionou e, ao mesmo tempo, é o que mais me encanta na cidade de Montreal é o multiculturalismo. Essa oportunidade de conhecer pessoas de diversas culturas, países, religiões, etc. Para mim é como se eu viajasse sem precisar sair do meu lugar! Para começar, na residência Fonteneige, onde eu moro, somos como as “nações unidas”, e eu aprendo, aos pouquinhos, outros idiomas. Algumas palavras em italiano, em finlandês, em persa, etc. Cada semestre uma nova aventura!!! Na UdeM o que eu mais gosto é do meu departamento. Gosto muito das pessoas com quem eu trabalho e que me ajudam em minha pesquisa. Gosto, em especial, do escritório que eu divido com mais oito estudantes que estão no mestrado e doutorado. Alguns dos meus melhores momentos em meu mestrado eu passei lá. Digo isso devido aos conselhos que recebi quando as coisas estavam difíceis, das risadas, das brincadeiras que fazemos nas nossas pausas, das alegrias de quando as experiências funcionam e temos com quem compartilhar. Enfim, penso que quando estamos longe do nosso país temos que ser pessoas muito abertas para poder descobrir o que tem de positivo em cada situação, em cada nova circunstância. Para os futuros aventureiros que pensam em estudar no Canadá, especialmente em Montréal, eu aconselho a investir nesse sonho, pois é uma oportunidade de amadurecer, de aprender, de ver o mundo, o Brasil e nós mesmos com outros olhos. Penso que o segredo é ter paciência! Muita paciência para aprender novos idiomas, para se adaptar à nova cultura e ter bom humor. Aprender a abrir um sorriso com os nossos erros; aliás cometemos vários quando falamos em outro idioma, e coragem pois tudo dá certo no final!!!

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