Mariana Darvenne, de 22 anos, é ambiciosa. Depois de ter feito a graduação em estudos internacionais e um certificado em cooperação internacional na UdeM, a franco-brasileira teve a oportunidade de estagiar nas Nações Unidas em Nova York. Agora ela batalha pelo seu sonho, que é de ser diplomata.

Quando surgiu a ideia de estudar fora e por que você escolheu Montreal?

Eu queria estudar fora, mas não na França, pois eu nasci lá e já conhecia muito bem o país. Eu me mudei para o Brasil quando tinha 4 anos. Então, quando decidi sair, uma amiga me falou do acordo entre o Quebec e a França, e, com a nacionalidade francesa, eu teria um bom desconto se fosse estudar em Quebec. Montreal é muito legal porque tem esse lado bilíngue e multicultural. O Canadá é um país que todo mundo vê como ideal, que tem toda a estrutura que existe nos Estados Unidos, mas com toda a gentileza dos canadenses. Isso deu para perceber.

Como foi a escolha do curso?

Essa história é engraçada. Eu me inscrevi no certificado em cooperação internacional achando que era o equivalente a um bacharelado. Na França, baccalauréat quer dizer vestibular, e no Quebec significa graduação. Por isso, acabei me inscrevendo no certificado, mas quando cheguei em Montreal me dei conta do erro. Falei com a diretora do programa e pedi para trocar porque, na verdade, eu queria fazer o bacharelado em estudos internacionais, e não um certificado que dura apenas um ano. Ela me aconselhou a fazer os dois; assim eu teria, de fato, dois diplomas. E foi o que eu fiz. O que valeu muito na minha experiência na UdeM foram as oportunidades que eu tive. Por exemplo, fiz parte de uma delegação da ONU dentro da Universidade. No fim de dois semestres, participei de uma simulação na sede em Nova York com estudantes do mundo inteiro.

Como funciona essa simulação?

Na simulação, você tem que fazer uma discussão em torno de um tema, por exemplo, a segurança alimentar e a reforma da agricultura de um país X. Então eu represento um país, que não necessariamente é o meu de origem, e preciso defender os interesses daquele país nas propostas. Você tem que negociar. Essa experiência me ajudou a ver que eu queria fazer um estágio nas Nações Unidas. 

Qual era o seu papel de estagiária na missão do Brasil na ONU?

Eles chamam isso de programa de capacitação, que é para conhecer o trabalho de um diplomata nas Nações Unidas. O meu papel era trabalhar com um diplomata que cuidava de certos temas, como saúde, nutrição, desenvolvimento sustentável, entre outros. Participei de várias reuniões sobre HIV, sobre o vírus Zika, onde eu escrevi um discurso para o embaixador falar. Tive algumas reuniões com os Médicos Sem Fronteiras, e eu tinha que explicar para o diplomata quem iria se apresentar e preparar talking points.

E agora, quais serão teus próximos passos?

Minha vontade é passar no concurso do Instituto Rio Branco para ser diplomata, mas, antes disso, quero fazer um mestrado. Estou procurando um mestrado no Brasil porque, como eu estudei em uma escola francófona a vida toda, preciso desenvolver meu português. Eu quero contribuir para o meu país. Para mim, isso sempre foi muito importante.

À propos de l'auteur
Carla Simon

Carla é jornalista e mestre em Relações Internacionais pela Université de Montréal. Ela é blogueira, apaixonada por livros, endorfina e chocolate. Em Montreal aproveita para correr e pedalar pelos cantos mais lindos da cidade, desbrava as livrarias mais pitorescas e come chocolate até dentro do metrô.

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