Bien-être | Astuces

"Como assim?": essa foi minha primeira reação ao anúncio da suspensão dos cursos no dia 13 de março de 2020. Não sei você, mas pra mim, esse dia pareceu durar uma eternidade. Corri atrás de notícias num ritmo frenético, com tantas dúvidas na minha cabeça minha ansiedade era palpável (peço desculpa aos vizinhos do andar de baixo). Duas semanas de confinamento voluntário depois, aqui estou eu...

Armadilhas do confinamento

No começo, a pessoa introvertida em mim estava comemorando! Cursos online? Ficar em casa o máximo possível? Em um relacionamento sério com meu pijama? Sim, eu aceito, até que o fim da pandemia nos separe! Você está na estação “cozinha", próxima parada: "quarto".

Só que, uma vez na cama, era impossível dormir, muitas perguntas pipocavam na minha mente e minha cabeça era como uma panela de pressão. Os eventos seguintes ocorreram ainda mais rápido que briga no Big Brother: as ruas ficaram desertas, as pessoas sem trabalho, o mundo se move em câmera lenta.

A solução para evitar o estresse e as perguntas? Se manter ocupado. Funciona muito bem no começo, mas depois de dois dias... Minha casa já estava brilhando, meus armários estavam mais organizados que os da Marie Kondo e meu nível de cafeína por ml de sangue era quase ilegal.

Então as aulas foram retomadas de maneira remota, através de aulas online. Mas, até mesmo eu que me considero uma aluna bastante dedicada, estava achando muito difícil encontrar a motivação para continuar o trimestre em casa, foi realmente uma batalha. Dito isto, resolvi partir para o ataque: estou seguindo as aulas assiduamente, quase tão focada como se estivesse fazendo uma maratona na Netflix. E depois? Um vazio imenso que era ocupado pela vida social, são 5 da tarde, não tem nada para fazer e eu estou comendo os restos de ontem…

Agora o que fazemos?

Vou contar um segredo ... Eu não estou tão entediada como no começo de tudo isso. Pronto, falei! Algumas pessoas passam o dia grudadas com seus celulares, além de assistirem às aulas online. Eu continuo estudando, mas de outra forma. Sou forte defensora da autoeducação. Acredito que o aprendizado não para na universidade ou na sala de aula. Na comunicação (meu campo de estudo), a curiosidade é um trunfo, então vou usá-la a meu favor.

Ao ficar em casa, a preguiça se instala facilmente, então eu convido você a seguir meus conselhos! Tire o telefone da mão (de uma só vez, dói menos), seja infiel ao seu pijama e crie um local de trabalho adequado: não trabalhe onde você come ou dorme (se isso for possível). Assim, neste contexto, você pode começar um novo projeto, desenvolver seu conhecimento em uma área diferente ou mesmo nova para você. Desafie a si mesmo! Todos os recursos que você precisa estão online, essa é a beleza de 2020: MOOCs (cursos online abertos a todos), vídeos no YouTube, aplicativos (para aprender um idioma, por exemplo), os recursos são múltiplos...

O que você deve se lembrar

Sem romantizar a situação, o confinamento pode ser uma oportunidade única para você, que pode ficar em casa. A autoeducação entretém mais que televisão e é útil para o seu futuro de uma maneira ou de outra.


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A comunicação é um campo muito amplo, que vai desde a cobertura de eventos à redação de artigos passando pela produção editorial. O bacharelado em comunicação da UdeM oferece 4 especializações, de acordo com a preferência de cada pessoa: mídia e cultura, comunicação organizacional, comunicação e tecnologia (a especialização que escolhi) ou geral (perfeito para os indecisos!). Ainda não decidi em qual área profissional vou atuar, mas é apenas uma questão de tempo!

BACHARELADO EM CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO (BACALAURÉAT EN SCIENCES DE LA COMMUNICATION)